: Fernando Campanholo / : 17/09


Gustavo era um mecânico muito dedicado, que se orgulhava de estar no mesmo emprego há 12 anos sem nunca ter tido uma falta injustificada e, por trabalhar de forma séria, honesta e comprometida, os clientes daquela oficina sempre solicitavam ser atendidos por ele, o que lhe enchia de orgulho e deixava Marcos, seu patrão, despreocupado, pois sabia que em sua ausência, Gustavo dava conta do recado.
 

Ele achava que seu salário estava aquém do merecido, também nunca recebeu uma gratificação, ou um elogio por menor que fosse. A principal queixa do emprego atual, era que Marcos não reconhecia seus esforços.
 

Em um dia estressante de trabalho, em que a oficina estava muito movimentada, Marcos acabou dando uma bronca muito grande em Gustavo, que para ele foi recebida como injusta e, como Gustavo já estava cansado de carregar a oficina em suas costas, foi tomado por uma postura empreendedora e decidiu: Vou pedir as contas e abrir minha própria oficina, e nunca mais terei de passar por isso novamente, afinal, Marcos é quem colhe os frutos do meu trabalho.
 

Pronto, a partir desse dia, Gustavo só tinha um pensamento em sua cabeça: abrir sua própria oficina. Assim ele planejou, vendeu seu carro, pegou dinheiro emprestado com parentes e 6 meses depois já era um empresário, dono de seu negócio e de seu próprio nariz.
 

Como em seu antigo emprego tinha muitos clientes fãs de seu trabalho, a oficina logo fez sucesso. Gustavo trabalhava 10 horas por dia, “tudo bem”, diz ele, “afinal, estou trabalhando para mim mesmo, e ninguém mais explora meu trabalho”. E assim os meses se passaram, cada vez mais clientes e cada vez mais serviço.
 

Mas um belo dia, seu telefone toca, era o gerente do banco informando que sua conta estava com o limite estourado e que ele precisaria cobrir o saldo devedor. Neste mesmo dia, Gustavo recebe a ligação de seu principal fornecedor de peças, informando que não poderia enviar sua nova compra, pois ele estava com 2 faturas em aberto. Mas como desgraça nunca vem só, Gustavo ainda recebeu um fiscal da prefeitura que lhe apresentou uma multa por sonegação de impostos.
 

Pronto, Gustavo decidiu então que era hora de profissionalizar sua empresa. Como ele entendia apenas de automóveis, achou melhor contratar alguém para administrar sua oficina, e assim o fez. Contratou Juliana, uma menina formada em Administração e com pós-graduação na área.
 

Gustavo estava feliz, só precisava se preocupar com seus carros e seus clientes e Juliana cuidava do resto. Os meses passaram e tudo ia bem, até que veio a nova bomba: Juliana pediu a demissão, pois recebera uma proposta muito melhor de uma empresa grande e deveria começar na semana seguinte. Gustavo entrou em pânico e implorou para que Juliana ao menos treinasse outra pessoa.
 

Juliana então, comovida com a situação de Gustavo, aceitou seu pedido e treinou o Pedro, um rapaz que inidicaram para o Gustavo por já ter experiência em oficina. Como era de se esperar, Juliana passou rapidamente tudo o que sabia para Pedro, atropelando muitos passos, afinal, o novo emprego a aguardava e ela não podia perder tempo.
 

Passado mais algum tempo, Gustavo percebeu que Pedro não estava dando conta do recado. Haviam contas vencidas, clientes que não eram cobrados, caixa que não fechava, cheques que não eram descontados e preços errados, tornando sua vida financeira um verdadeiro circo de horrores.
 

Gustavo então decidiu dispensar Pedro e, como lembrou de um velho ditado popular “quem manda melhor faz”, achou melhor não contratar mais ninguém para o cargo, e puxar para si tais tarefas, afinal, “não tomam tanto tempo assim”, pensou ele. Além do mais, ninguém faria melhor do que ele, mesmo.
 

O espírito “Administrador” assumiu o controle do Gustavo, mas o que ele gostava mesmo era de trabalhar na oficina, então administrava seu negócio entre um carro e outro, além do turno noturno, finais de semana e feriados. Assumiu as rédeas das finanças, mas sua vida pessoal já era. Não exercia mais seu esporte, não saia mais para jantar com sua esposa e, aquele bom churrasquinho de todos os domingos pertencia ao passado. Férias então era algo que nem se passava pela sua cabeça.
 

Como agora tinha que administrar e fazer o trabalho técnico, Gustavo começou a perder clientes, pois não tinha mais tempo. Gustavo começou a ter saudades de seu bom e velho emprego. Lá, batia o ponto às 18 horas, ia para casa e no dia 5 recebia o seu salário certinho. Hoje ele trabalha 14 horas por dia e nem sabe se vai ter para receber, quem dirá pagar as contas do mês da oficina.
 

Carlos, seu amigo há anos, sugeriu a Gustavo o método Impulsão Empresarial da Viva Positivamente, pois acreditava que se encaixaria como uma luva em suas necessidades. Juntando o fato de confiar muito em seu amigo e também pelo método ter garantia de 100% de satisfação, Gustavo achou que valia a pena tentar.
 

Alguns meses depois, sua oficina já estava funcionando redondinha e independente de quem fazia o trabalho. E o melhor de tudo: Gustavo não precisa mais estar na oficina para que ela funcione. Hoje, ele tem muito tempo para si e para sua família. Até já está planejando um novo empreendimento!
 

Parece um milagre, não é mesmo? Mas é resultado de um trabalho formatado, testado e implementado em diversas empresas pelo Brasil.

 

Essa é a história do Gustavo, mas é também a história de muito empreendedor, que domina a parte técnica, mas aprendeu a administrar seu negócio pelo pior método: a dor.